segunda-feira, 7 de novembro de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Jornalismo alternativo e os movimentos sociais criados no Youtube
Com inserção na rede Youtube no início de 2010 um jovem que até então cumpria seu papel de ator fracassado passou a ganhar respeito e voz entre jovens. O uso desta ferramenta com o passar rápido do tempo deixou de ser amador superficial e apenas de entretenimento e veio a ser um espaço para denúncia, acidas opiniões e movimentação social, como o bom jornalismo alternativo mostrou e defendeu ser durante os anos.
Entretanto, o fato de Felipe não ter sido estudante de jornalismo, ou nunca ao menos ter pisado em uma redação, ter anotado frases de efeito em seu bloquinho inseparável, ou ter gravado a cena da sua vida com alguma criança fazendo arte ou senhora de idade surpreendendo jovens faz com que essa movimentação social via internet tire sua possibilidade de fazer jornalismo? A resposta, já discutida e mal quista centenas de vezes dentro de salas de aula sempre foi clara. Não!
O jornalismo tem suas raízes na rua, na linguagem social, na narração e compreensão do que foi dito feito, e claro, em algumas aldaciosas vezes, na opinião clara e sem medo de ser dita de determinados jornais. O jornalismo alternativo trouxe aos consumidores de informação uma nova possibilidade de ver determinado fato, em que meia dúzia de jornalistas cansados de falar como numa receita de bolo quem, quando, onde e porquê’s, preferiu inverter tudo que você costumava ler e escrever o novo.
Mas, trazer um tipo diferente de folha, uma diagramação mais simples com menos “figurinhas” e, relatar em saborosas linhas detalhes de coisas que até então nos passavam batidos é ser alternativo? É fazer um até defendido jornalismo, as novas mídias e seus atores, engenheiros, marketeiros fazem o mesmo, e melhor, de formas que nós, jornalistas de sala de aula, de redação e bloquinho rabiscado não fazemos, temos preguiça, medo, ou aquele falso desdém.
Com 1 dia de campanha por preço justo em produtos eletrônicos comprados no Brasil Felipe com seu vídeo protesto, opinativo, de alerta e, por que não jornalístico, conseguiu recrutar 213. 047 assinaturas (número que sobe drasticamente a cada minuto). Meio mais alternativo que este, impossível de existir, lidamos hoje com um público X que necessita de representantes e comunicadores que falem sua língua, que defendam seus interesses, e que transportem e decifrem informações até então confusas para estes telespectadores em algo viável e com impacto.
Durante o vídeo Felipe segue até padrões jornalísticos, para embasar suas críticas o autor do vídeo mostra a diferença dos preços encontrados no exterior e aqui no Brasil e, cita dados numéricos pesquisados sobre o governo do estado do Rio de Janeiro. Para mostrar que, imposto existe, está ai sendo retirado de nossas carteiras e nós, o público X que o ouvimos e nos calamos frente a isso por puro comodismo. Engolimos “carolhocentos” tipos de impostos todos os dias, como grita Felipe, e não nos damos conta.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
As horas não vistas de Ademir
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Umas palavras sinceras num sábado de noite.
Falei a todos que poderia lidar bem com a situação, deixei meus pais orgulhosos e, embora visse o pé atrás que meu pai mantinha, eu sabia enganar bem os dois.
Para os meus amigos eu sou só mais uma que acaba tendo que fazer isto mais uma vez, para uns confesso que devo ser vista como careta, não aproveitar uma chance dessas para abusar da bebida, diferentes parceiros, uma loucura na piscina.
Mas, gosto de ser assim. Ou melhor, gosto de deixar claro a todos que de nada isto me incomoda, me atrevo a dizer que, até gosto, acho relaxante, uma experiência renovadora. Mas oras, a quem engano? Não se passaram nem 2 horas que a noite começou a chegar e a tormenta já me acompanha. Fico aflita, bem que meus pais ou uma boa companhia poderia voltar. Mas foi para isto que me propus, foi para exatamente isto que disse que não teria medos. Então, cabe apenas a mim mesma dar um jeito nesta confusão.
Conforme a noite vai chegando às cortinas se fecham, fico num canto escolhido como mais seguro e até, veja só, digito algumas palavras meio sem nexo para tentar, nada mais que uma tentativa barata, ser alguém mais confiante, sem medos. Quem sabe umas lutas ou uma música meio deprê logo mais me faça sentir menos calafrios.
Confundo-me rotineiramente com qualquer barulho que surge do lado de fora, aumento o volume de tudo, talvez me faça não ouvir as pessoas na rua, o vento que bate no metal, ou seja o que for aquilo que me fez por uns segundos não respirar. Por que ninguém ainda apareceu? Será que vai ser isso mesmo, eu e meus medos por toda a noite? E eu que me gabava a pouco pelos meus vinte e tantos anos de maturidade.
Ok, a noite lá fora já chegou, passaram-se 20 minutos desde que comecei a confessar estas confusas palavras e, preciso me assumir adulta, preciso me assumir forte, preciso assumir... tenho medo de dormir sozinha em casa.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Uma breve apresentação e fim.
A história de hoje circula por diversos arredores de São Paulo. Trata-se de um dia qualquer, na vida de pessoas que até então não fazem diferença alguma em nossas vidas, e bem, quem sabe, talvez não venham a fazer no futuro também.
Dona Lurdinha é moradora do bairro Jardins desde que se casou com o Doutor Lineu, hoje já falecido. Lurdinha tinha um dia típico de uma senhora que já beirava seus 75 anos, acordara sempre às 8 da manhã para sua caminhada lenta, parando sempre no Crepe de Munic para um café da manhã com as amigas Norma e Luna. Saia de lá por volta das 10 e meia da manhã, não havia pressa nunca, sabia que nada de inovador a esperava pelo restante do dia. Em casa regava as plantas que, era uma das duas tarefas proibidas as empregadas.
(Se reparar bem vai encontrar minhas 3 personagens. Lá no fundo isso até que tem um sentido.)
(Tudo bem, sei que você não vai voltar nunca mais. Eu também não voltaria!)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Da simpatia para a tecnologia, o vício de Branca
Tudo começou aos 14 anos. Uma mãe fumante que não acendia o próprio cigarro e pedia para a filha mais nova por fogo em seu vício. Maria José, Branca para os mais chegados, acendia o vício da mãe no fogão de lenha que ficava escondido na cozinha de chão batido. Como benefício da ajuda, a adolescente ganhava a bituca do cigarro da mãe e ali naqueles poucos restos de tabaco se dava início a uma longa história de amor e ódio pelo vício.
Dessa história de início tímido e inocente, as coisas passaram a ficar maiores. Dois anos depois, a mãe de Branca, dona Emília, decidiu largar o cigarro. Dentro de casa cigarro não podia mais entrar. A jovem e viciada Branca teve que usar a criatividade. "Se todo mundo que fuma deixar um pouco, alguém precisa fumar o que sobrou". E foi nesse vício, misturado com a inocência de uma adolescente em seus 16 anos, que a brincadeira de caça aos toquinhos de cigarro alheio começou. Foram anos e anos andando pelas ruas e reacendendo cigarros do chão. Nesse meio tempo, Branca se casou. Olha que injustiça do destino: casou-se com um marido que cigarro não queria ver. E lá continuava Branca, um toco de lá, outro mais adiante.. Mas tudo muito bem organizado, o vício dela é regrado.
Com Branca não existem exageros. São três cigarros por dia bem divididos e disso não passa. Para largar os malditos três “cigarrinhos” muita coisa já fez. Simpatias não faltaram. Ela já jogou maço de cigarros na água e não olhou para trás, deixou cigarro dentro de um copo com água e, depois de um dia inteiro, lá se via Branca tomando a água do copo cinzento. Simpatias à parte, Branca também confia na tecnologia. Entre um copo de cerveja e outro, conta-me sobre uma encomenda que está por vir: o cigarro eletrônico. Com os mesmos sabores e saindo fumaça como qualquer outro cigarro, o eletrônico serve de substituto para quem deseja largar o vício, mas sem a nicotina e o famoso cheiro ruim. Ela diz que é a última tentativa. A esperança agora está nos Correios, que já está com a encomenda atrasada.