Quando falamos sobre universidade diversos ambientes vem em nossa cabeça, e um dos lideres dessa lista é o restaurante universitário. Gente bem vestida, na correria, passando tempo, ou simplesmente comendo, transitam as mesas coloridas e os bufes da Unisul todos os dias. Mas, ao falarmos sobre dinheiro, qualidade e variedade o assunto ganha uma atenção maior.
A aluna Ariana, 22 anos, cursa Educação Física e almoça à três anos todos os dias na Unisul. Nesse período, mudanças de cardápio, finais de mês com pouco dinheiro e muito tempo em filas de bufes tornaram-se rotineiros para a atleta de judô, que lamenta pela carência nutricional de seus almoços. “Enquanto o restaurante Doutor Gourmet se preocupa com o dinheiro, o restaurante Vô João abusa das frituras. Você paga caro por grelhados ali, ou gasta menos e mergulha em gordura lá.”
Se em algumas mesas encontramos alunos da Unisul que passam grande parte de seus dias na universidade, em outras nos deparamos com estudantes e trabalhadores que usam o restaurante como artigo raro, e a conversa muda de rumo. Exemplo disso é a aluna de psicologia Mariana, 25 anos, que almoça na Unisul somente uma vez por semana. A estudante é categórica ao dizer que o preço que paga pelo seu almoço é justo, pelo menos para ela, que costuma almoçar em restaurantes mais caros em Florianópolis e encontra no restaurante universitário um cardápio variado semanalmente e de preço razoável.
Entre sugestões de menores preços exclusivos para os estudantes, restaurantes realmente universitários, e exemplos de almoços com boa qualidade e preço baixo como o projeto Bom Prato, do governo de São Paulo, que serve pratos com uma boa base de arroz, feijão, carne, três variedades de salada e ainda sobremesa por apenas um real, o espaço mais tranqüilo da universidade mostrou-se dividido de decisões. Infelizmente, cabe somente aos restaurantes o poder de variedade nos alimentos e o preço cobrado aos universitários. E aos estudantes e clientes assíduos, uma boa sorte no próximo almoço.
Um comentário:
Quer dizer que a tia Fran agora está escrevendo textos mais sérios?!
aaah, que orgulho.. Hahaha!
Seu texto me fez lembrar quando estava na faculdade, tínhamos um bom restaurante para funcoinários da Puc, ou melhor, vamos colocar as devidas aspas nesse "bom"...
Tínhamos dois tipos de salada, arroz, feijão e carne e uma sobremesa... O que era "bom" era o preço, até eles perceberem que podiam subir o preço um pouco, depois mais um pouquinho, e assim foi subindo graativamente..
Mas ele concorria com um outro restaurante que tinha bichinhos na salada, não tinha como cobrar muito de um restaurante desse...
Postar um comentário