domingo, 21 de março de 2010

Crônica do Chão!


O povo deve achar que só por eu simples e quieto não tenho vida. Ou talvez que eu nem mereça uma crônica só minha, mas quer saber, tem louco pra tudo nesse mundo.

Eu não entendo essa gente! Pisam em mim, me esfregam, sentam para fumar um ‘’beck’’, me queimam com a porra do cigarro. Eu sinceramente gosto quando me dão banho, me esfregam... Sinto um carinho imenso, como se fosse uma massagem. A chuva também me agrada, mas vocês seus porcos imundos fazem uma simples chuvinha virar piscina, uma enchente que não termina. O que me faz realmente não me sentir nada bem é quando me abrem para enterrar alguém ou quando aquele cara bêbado que sai da noitada achando que não vai vomitar e ‘’blééééhhh’’.

Não vai pensando que eu não tenho nenhum valor, ou o que falei até aqui não passa de um desabafo para um analista. Eu geralmente presencio coisas que muita gente gostaria de ver. Uma cena de sexo por exemplo! Imaginem vocês meninos: A maior gata da faculdade entrando de saia, quem tem a maior visão?

É certo, nessas coisas eu levo só vantagem. Mas você espectador, deve querer-me fazer aquela pergunta: E você chão? Como se sente quando aquele ‘’gordão’’ arrasta a cadeira e senta em você? Aí meu caro, não queira ser eu.

Muitas das vezes me orgulho do meu papel, participo de muitas passeatas, e em muitas delas sou papel essencial. Acredite, até obra de arte posso virar, a criatividade é realmente uma loucura, hoje você passa e nem me nota e amanhã, após uma ou duas pinceladas já sou artista principal, uma obra.

Além de artista, taradão, e piscina a céu aberto às vezes sou até cama pra mendigo e seu cão. Serviço completo, sabe como é: banheiro espaçoso e colchão. Sejamos claros, quem mija também caga, e se a adubagem é boa vou parar no seu almoço.. eu sei, eu sei, estou em todos os lugares, sou o colosso.

Imagino que de início você achou que essa prosa não chegaria a lugar algum, mas a verdade é que tem chão pra tudo nesse mundo. Viro piquenique e reúno a família que nem vivia mais, e quando a distancia a separa é no chão que todos pousam e aquele chororó trás a paz.

Um dia me perguntaram se é ruim morar em cima do diabo...Olha eu acho o cara mó legal, sempre tem festa lá no ap dele o movimento é quase tão intenso como o aqui de cima. O cara não meche comigo, afinal ele sabe que sempre mando alguém lá pra baixo e gente nova é sempre bom.. Quer saber a verdade? Vejo cada peça aqui em cima que parece que o povo tá louquinho pra participar da suruba de maldades que o cara lá de baixo faz.

A vida de chão é assim mesmo, eu escuto, sinto, e principalmente, vejo cada coisa. Se eu fosse você tratava de olhar melhor no que você ta pisando, vai que eu te trago aqui pra baixo.


Essa crônica é de autoria dupla, eu e Ana Luiza concordamos com o simples fato de até o chão merecer uma crônica só sua. Está feito.

2 comentários:

CB disse...

nuossaaa rsrsrs confesso q me impressionou rsrs
ganhou um leitor rsrsr

Suhh disse...

Estou com um copo de café ao lado, pensando em como você resolveu escrever sobre isso.
Juro..
Li, reli e estou lendo mais uma vez; é como um daqueles gibis quando criança, que cada vez que você lê, acha mais graça, vê mais encanto.
Parabéns vaca :*