Ok, lá vai a bomba: Eu não fui na semana da comunicação!
Eu não iria contar, não que eu fosse mentir, apenas ficaria em silêncio no meio do grupo quando a pergunta fosse feita. Mas já que me foi pedido um texto sobre a semana da comunicação, cuja semaninha maldita que eu não fui, me senti meio constrangida e sem imaginação suficiente para inventar gigantesca desculpa.
Então vamos aos verdadeiros fatos, o problema é que meu guardarroupa estava bagunçado, então tirei a semana de palestras e desabafos de antigos alunos da minha querida universidade para dar um jeito no recanto dos cupins que guardo minhas coisas.
Soube que segunda-feira haveria uma palestra sobre mídias e linguagens, até achei que poderia ser interessante, de grande utilidade para alguém que planeja trabalhar com mídia e junto com a coisa toda, as linguagens. Todavia, o meu guardarroupa que hoje escrevo com 2 “R’s” me deixou entretida demais no quesito linguagem, então deixei este dia para entende-lo e assim, decifra-lo (ai entra a poesia das mídias, entende?).
Seguindo a agenda semanal me deparei com pesquisa em comunicação na terça-feira. Até pensei levemente em ir ao campus e ver o que seria isso, porém, a linguagem que acontecera ontem me deixou tão estupefata com tamanha bagunça e desordem que resolvi fazer a pesquisa ali mesmo. Analisei todas as classes de bichos, insetos, por falar nisso, sabia que existem mais de 2.800 espécies de cupins? Pois é, fato muito relevante que me preocupou ao ponto de não aceitar que meu guardarroupa continuasse poluindo minhas blusinhas do jeito que houvera feito até hoje, por isso a quarta –feira foi dedicada as roupas, 2.800 cupins e etc.
Quinta-feira o assunto era o caminho da comunicação. Pra onde ela iria, rumos a tomar, medos com salários cada vez mais baixos, dia-a-dia de um jornalista, enfim, aquela famosa mesa redonda que acontece em todas as semanas de comunicação, mas que você sempre vai e sai de lá com a mesma cara de pastel. Então, eu que hoje me encontro na fase mais esquisita da faculdade, aquela que você já fez 2 anos e se acha o maioral, porém, todavia, contudo, sabe que ainda faltam 2 anos, o que te torna um nada, um qualquer, que ainda tem muito, mas muito mesmo para aprender, resolvi ficar em casa também. Fiquei naquele vou-não-vou por algumas horas, mas todos nós que entramos no meio do jornalismo já temos uma clara noção de que trabalharemos muito e ganharemos pouco, que ouviremos demais e falaremos regradamente, e que no fim tudo são rosas, afinal, amamos nossa profissão. Por este fato de já ter toda a conversa de 3 horas na cabeça e aqueles 2.800 tipos de cupins no guardarroupa resolvi ficar, algo bem justo até.
Por fim trago meu principal álibi para minha semana de caça cupins e faltas justificáveis na semana da comunicação. Soube que sexta – feira lidaria com a conclusão de uma semana de maluquices apresentadas pelo professor Daniel Izidoro, uma espécie de feira de ciências no mundo hipermidiático. O fato me fez lembrar dos 2.800 cupins que me enlouqueceram tanto essa semana na tentativa de comunicação “mulher – inseto” que de loucura eu já estava farta. Então, preferi vestir meu pijama limpo e sem nenhum rastro de inseto, e fazer esta analise ilusória. Assim, livro-me dos cupins, e de futuros constrangimentos na hora da tão esperada pergunta: “Quem aqui foi na semana da comunicação?”.
Eu que fiz o desenho, sou mágica.
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