sábado, 26 de abril de 2008

Crônica


'Tempo, tempo, tempo da minha cabeça'
Eu conheço uma senhora que voltou no tempo,
Depois de ser bisavó resolveu surfar e aprender inglês.
Seria ela muito jovem, ou eu que envelheci meu espírito?
Quando vi sua jovialidade, fiquei foi com vergonha, da minha triste e burra “velhice”.

O tempo confunde, enlouquece e impressiona quando se vê a rapidez de uma mágica.
Mas ao mesmo tempo, o tempo estressa, angustia quando “anda” lento demais, cruel monotonia.
Seria culpa do tempo, ou da rotina que o transformamos a cada dia, hora, segundo?

Passa tempo... Tic tac... Passa rotina... Tic tac da monotonia.

Porque o Natal chega mais cedo, ou envelhecemos mais rápido?
Seria culpa do tempo, ou da forma que o usufruímos?
Não seriamos nós o velho exemplo do motorista que com o passar do tempo dirige com mais velocidade, mas não por isso sabe o que faz? Mas apenas, age por impulso.
Talvez repetir sempre a mesma coisa, para não perder tempo, seja o que mais nos afasta dele, ao deixarmos de vive- e apenas treinarmos ao nosso favor...

Estava pensando hoje: “EU VOU SER UMA VELHA TÃO RECLAMONA”.
Seria a vida monótona que acabou me tornando uma jovem cada vez mais velha?
Porque não é aquela velhice sadia, que vem junto com o conhecimento, vivência e grandes histórias pra contar.
É só aquele lado preguiçoso, cansativo, e problemático... Da velhice.
Quando dizemos “Nossa, eu to ficando velho”, estaríamos errando, e FEIO?

Talvez o nome correto para tudo isso fosse apenas, saber ou não aproveitar o tempo que você tem. Que por sinal é o mesmo tempo que eu tenho, e que a Maria lá de Brasília, e o seu José lá pros lados de Alagoas também tem...
Nossa única diferença, talvez seja apenas, porque somos diferentes.

2 comentários:

Marco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco disse...

Nem me fale de tempo, faz tempo que não sei o que é ter tempo.