
- Aaaaah, que merda é essa que eu sou?
Sabe quando você olha ao seu redor e toma certeza de que você é inferior?
Não, não que eu sofra de crises existenciais,
mas o negócio é o seguinte: Eu sei muito menos que você!
E não pense que isso seja fácil para alguém teimosa como eu assumir,
saiba que me angustia mais do que um amor tantas vezes perdido, e dói muito mais do que a dor de várias facadas dadas pelas costas, que de tantas que recebi posso montar três faqueiros luxuosos em casa.
É maior do que eu, é triste, é podre, é lamentável, mas eu não tenho um décimo do seu conhecimento.
Seja economia, política ou até mesmo gramaticalmente falando eu sei menos que você.
Saibas que não é por preguiça, pelo menos hoje, não mais.
Gostaria que o assunto fosse outro, que as palavrinhas de cinza e preto fossem com a cor que eu quisesse pôr. Quem me dera pudesse lhe ensinar o que eu sei, mas o que sei não tem importância a mais ninguém neste mundo adulto, complexo tão completo, que no lazer me deixa brincar de ser criança, e é ali pintando, recortando, criando que eu me sinto bem...
Acredite eu sei o correto, mas estou me lixando para as normas que algum idiota inventou, eu acredito no jornalismo diferente, no jornalismo de brincar, de viver, de pensar.
E cara, é isso que me faz hoje sentir esta merda ridícula que lhe digo, pois queria ajudar neste estranho mundo que me perco, queria significar tanto que lhe faria tirar A+. Contudo só me resta chorar num canto minhas aparentes crises de inferioridade, ler mais do que ler, pedir ajuda mais do que minha coragem agüentaria, e pontificar este desabafo pedindo a mim mesma perdão.